O animal mais resistente do planeta o Tardígrado

15/12/2012 23:15

 

Pensa que já viu de tudo? Conheça o pequeno Tardígrado.

Imortal? Quase. Não seria exagero dizer que esse pequeno animal é de outro mundo. Seu nome? Tardígrado, também chamado de urso d’água ou leitões do musgo. Essas criaturas são na verdade artrópodes aracnídeos (da classe das aranhas), possuindo oito patas, cada pata possui de quatro a oito pequenas garras e seu corpo varia de 0,05 a 1,25mm. Vivem entre os musgos e liquens, podendo ser fortemente pigmentados, indo do laranja avermelhado ao verde oliva.

Esses animais possuem uma anatomia complexa, são recobertos de quitina e não existe sistema circulatório e nem aparelho respiratório, as trocas gasosas são realizadas de forma aleatória em qualquer parte do corpo. A grande maioria se alimenta sugando o conteúdo celular de bactérias ou de algas. São encontrados em todo o planeta, desde o fundo oceânico ao alto do Himalaia. Das mais de 600 espécies conhecidas, cerca de 300 foram descritas no Ártico e na Antártica, também foram catalogadas 115 espécies na Groenlândia.

Em Setembro de 2007, a Agência Espacial Européia realizou uma pesquisa utilizando os tardígrados, colocando-os em uma cápsula espacial, a Foton-M3, e os enviou ao espaço. Resultado? Os bichinhos não só sobreviveram aos raios cósmicos, radiação ultravioleta e falta de oxigênio, mas ainda foram capazes de reproduzirem num ambiente tão inóspito. Para ter uma noção, no espaço, os raios ultravioletas são cerca de mil vezes mais intensos do que os encontrados na Terra. Ainda é um mistério sem explicação ou teoria para o motivo pelo qual estes animais conseguiram sobreviver por tanto tempo sem oxigênio e sendo bombardeado com altas doses de radiação cósmica.

Longevidade é uma das grandes características; podem viver até os 120 anos, um recorde para um animal com um tamanho tão pequeno. Como se não bastasse possuírem fantástico poder reparador, os Tardígrados simplesmente “desligam” seu metabolismo quando existem condições adversas como extrema seca. Possuem também a inacreditável capacidade de reparar o seu DNA de danos causados por radiação. Achou pouco?

Mais de 75 mil atmosferas é a quantidade de pressão que ele suporta, isso equivale a dezenas de vezes a pressão enfrentada pelos animais dos locais mais profundos do oceano, nas zonas abissais. Suportam também imersões durante alguns minutos em temperaturas de 200 ºC (duas vezes mais quente que a água fervente da sua chaleira). Solventes como o álcool etílico a 96% ou éter não fazem nem cócegas neles.

Se os seres humanos forem expostos a 100 grays de radiação, ocorre à morte devido à falência do sistema nervoso central, o que resulta em perda da coordenação motora, distúrbios respiratórios, convulsões, estado de coma e finalmente a morte que pode ocorrer em cerca de um ou dois dias após a exposição. Já os “imortais” tardígrados suportam nada mais e nada menos que 5700 grays de radiação. Dá para acreditar?

Todo mundo que passou pelo segundo grau, certamente sabe o que é o zero absoluto ou ao menos ouviu falar. É a temperatura na qual não existe movimentação de nenhuma molécula. É uma temperatura teórica porque é extremamente baixa, -273,15ºC, o que equivale ao zero na escala Kelvin e, apesar de os cientistas não terem alcançado esse valor, chegaram muito próximo.

Os tardígrados são realmente especiais. Algumas universidades americanas fizeram pesquisas com tardígrados, congelando-os em uma temperatura super próxima do zero absoluto, cerca de -271 ºC. Os cientistas não ficaram surpresos quando “reanimaram” os animais colocando apenas água e descongelando-os. Não se esperaria que nenhum animal sobrevivesse após terem sido congelados nesta temperatura, mas os tardígrados realmente provaram que são completamente diferente de todo o tipo de vida conhecida no nosso planeta.

 

Notícias

Um pouco da história da Física e o que ela estuda

17/04/2013 11:53

 

Houve épocas na história da física que alguns cientistas chegaram a acreditar que ela estava pronta, que não havia mais nada a ser descoberto. Mas justamente nesses períodos ela sofreu suas maiores transformações. Estas foram tão radicais que modificaram o nosso jeito de olhar o mundo.

Um exemplo é o advento da física moderna, ou seja, da parte da física que começou a ser desenvolvida no início do século XX, período em que ela já era uma ciência consagrada. Teve como seus precussores dois dos maiores físicos desse século — Max Planck e Albert Einstein — que iniciaram o estudo da física quântica e da teoria da relatividade, respectivamente. São ramos da física que fizeram a humanidade passar a se perguntar, por exemplo, se é possível o universo ter se formado de uma explosão; se é possível o tempo passar de forma diferente em lugares diferentes — questões que praticamente não eram nem imaginados no século XIX.

A física é, portanto, uma ciência em pleno desenvolvimento. A ciência e o mundo à nossa volta se modificam com as descobertas e os avanços tecnológicos delas resultantes

Para fazer parte desse mundo de descobertas, não é preciso ser uma "mulher-maravilha" nem um "super-homem". Apenas uma pessoa que goste de descobrir e desvendar os mistérios da natureza sob os óculos da lógica. Essa pessoa pode ser você.

 

O trabalho do físico e da maioria dos cientistas é tentar entender o comportamento da natureza e, com base nesse conhecimento, compreender o presente e fazer previsões, antecipando-se, desse modo, à própria natureza.

Na busca dessa compreensão, o cientista se apóia nas regularidades que acredita existirem nos fenômenos naturais, como as que os físicos chamam de leis de conservação, que podem ser entendidas como a busca dos fenômenos nos quais algo não muda, mas se conserva.

A linguagem usada nessa história é a matemática, pois, como falou Galileu Galilei: "A matemática parece ser a linguagem com que Deus escreveu o universo". Na verdade, foi justamente a exatidão matemática que possibilitou à física tamanho grau de desenvolvimento e confiabilidade. É essa linguagem que permite aos cientistas fazer previsões até mesmo de fenômenos naturais ainda desconhecidos.

O estudo da física clássica é dividade em: mecânica, termologia, ondas, som, óptica e eletromagnetismo.

A mecânica estuda o movimento dos mais variados objetos (pessoas, planetas, carros, etc.). Esse estudo se divide em duas partes: como são os movimentos (cinemática) e o que causa esses movimentos (dinâmica).

A termologia estuda as questões relacionadas ao calor e à temperatura. Por exemplo, a que temperatura a água ferve; como os esquimós conseguem se proteger do frio em casas feitas de gelo (iglus); por que o povo do deserto usa tantas roupas se o ambiente é tão quente; etc.

O estudo das ondas proporciona maior entendimento de vários fenômenos relacionados ao som e à luz. Por exemplo, para saber como funciona um forno de microondas, temos de entender o que é uma microonda.

O estudo do som faz com que entendamos, por exemplo, por que os cães escutam certos sons que o ser humano não escuta ou o funcionamento de um aparelho de ultra-som quando fazemos esse exame.

A óptica estuda a luz e todos os fenômenos relacionados a ela: como as lentes podem corrigir problemas de visão; por que o arco-íris aparece após as chuvas, etc.

O eletromagnetismo estuda as questões relacionadas à eletricidade e ao magnetismo. O estudo da eletricidade se divide no estudo das cargas elétricas em repouso (eletrostática) e no estudo dessas cargas em movimento (eletrodinâmica).

Fonte: https://www.fisica.com.br/

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